Foto: Thomas Kienzle/AFP
O Ministério da
Saúde anunciou ontem (26) uma nova recomendação para a vacinação de gestantes e
puérperas contra a covid-19. Aquelas que receberam a primeira dose da
AstraZeneca poderão tomar a segunda dose de outro tipo de imunizante para
completar o ciclo vacinal. A preferência é que essa nova aplicação seja da
vacina da Pfizer/BioNTech.![]()
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A recomendação, até
agora, era que mulheres nesse grupo esperassem o fim do puerpério para a tomar
a segunda dose. Essa orientação foi dada após a morte de uma gestante no Rio de
Janeiro, cujo falecimento teria relação com o fato de ter sido tomada a
primeira dose da vacina AstraZeneca.
“O Ministério da
Saúde recomendou a interrupção. E, como sabemos, com o aumento da morbidade
neste grupo, retomamos a vacinação e, hoje, apresentaremos a modificação”,
explicou a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.
Ela destacou,
contudo, que essa situação é excepcional. Nos demais casos, a aplicação de
doses diferentes em uma pessoa (chamada tecnicamente de intercambialidade) deve
ser tratada como erro.
“Não é permitida a
intercambialidade nos casos normais. Ainda é considerado erro de vacinação. E,
quando isso ocorrer, deve ser tratado como erro vacinal e registrado no
e-SUS [sistema de dados do Sistema Único de Saúde]”, disse a secretária.
Para as grávidas e
puérperas que ainda não se vacinaram, segue a orientação para que tenham a
aplicação de doses sem o vetor viral, como CoronaVac ou Pfizer.
Terceira dose
Na entrevista
coletiva onde foi apresentada a nova orientação, a secretária responsável pelo
enfrentamento à covid-19 afirmou que a pasta não recomenda a aplicação de uma
terceira dose, mas que o assunto está sendo discutido.
“Essas tratativas
são motivos de estudos e análises nas câmaras técnicas. Estamos planejando a
vacinação do próximo ano. Isso será motivo de um fórum para que possamos
debater quais serão os esquemas para o próximo ano”, informou.
Perguntada sobre o
crescimento de casos da variante delta do coronavírus, Rosane Leite classificou
esta como “a maior preocupação do ministério no momento”. Ela lembrou que o
Programa Nacional de Imunizações reforçou a vacinação em faixas e linhas de
fronteira, como forma de tentar evitar que novos casos entrem por países
vizinhos.
A secretária
reforçou que a vacinação com a primeira dose é uma estratégia fundamental para
combater a disseminação do vírus e para evitar que as pessoas tenham quadros
evoluindo para situações graves ou para mortes.
Rosana Leite disse
que a previsão da pasta para agosto é receber 63 milhões de doses. Diante
da chegada de mais remessas, o ministério também avalia a possibilidade de
redução do intervalo entre a primeira e segunda dose.
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