Foto: Tiarajú Goldschmidt/Câmara de Vereadores
Os problemas de
segurança na Avenida Willy Barth – via que atravessa São Miguel do Oeste,
ligando estradas que vão ao litoral e ao Rio Grande do Sul com rodovias que vão
até o Paraná e a Argentina – foram tema de audiência pública na Câmara de
Vereadores de São Miguel do Oeste na noite desta quinta-feira (8).
Participantes, especialmente moradores e empresários, debateram assuntos como a
má conservação da via, as dificuldades de travessia e a necessidade de
reinstalação de semáforos.
O proponente da
audiência pública, vereador Valnir Scharnoski (Nini – PL) lamentou a baixa
adesão da população ao debate (cerca de 25 pessoas acompanharam a audiência na
plateia). O vereador citou algumas entidades e órgãos que foram convidados –
Dnit, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Urbanismo, Polícia Militar,
OAB, Conselho das Entidades –, mas que não participaram. Na sequência delimitou
o assunto da audiência, sobre a segurança da via.
O delegado regional
de Polícia e presidente do Conselho Municipal de Trânsito de São Miguel do
Oeste (Cotrasmo), Wesley de Almeida Andrade, defendeu a necessidade de
revitalização da via, bem como de melhorias de sinalização, de controladores de
velocidade e instalação de semáforos. Ele ressaltou, porém, que o Cotrasmo é um
órgão consultivo, ou seja, tem limitações quanto à aplicação das decisões
tomadas pelo colegiado. O delegado defendeu a instalação de no mínimo três
semáforos, além de lombadas eletrônicas. Estas, disse, devem ser bem visíveis,
pois têm finalidade educativa e de redução de velocidade.
O advogado do
Município, Julio Bagetti, fez um histórico da Avenida Willy Barth, desde sua
construção até ser incorporada à BR-163. Ele falou sobre a revitalização da
rodovia, em que há um projeto em análise no Dnit, que tem a competência de
execução da obra. Disse que o entrave é técnico, de engenharia, e que em razão
da transição de governo, acredita que neste ano não acontece mais.
“De parte do
Município, o que pode se fazer de forma mais urgente é colocar semáforos. No
entroncamento com a Arno Schwambach, com a Getúlio Vargas e com a Mem de Sá. O
empecilho jurídico que existia antes era a questão da multa por passar o sinal
vermelho. Um semáforo normal, sem essa multa, mais uma questão de orientação,
acredito que pode ser instalado”, afirmou. Bagetti informou que em cerca de 90
dias podem ser instalados os semáforos.
Bagetti disse que a
Willy Barth é como um funil do Sul do Brasil em direção ao Mato Grosso. “Um
contorno viário acredito que vai desviar esse fluxo que não vem para São Miguel,
mas passa por aqui. O projeto [de contorno viário] existe, mas não está
aprovado, então juridicamente ele ainda não vale”, acrescentou. O advogado
afirmou que o prefeito Wilson Trevisan vem fazendo pressão constante em
Florianópolis, no Dnit. Bagetti também falou dos problemas da conservação da
rodovia, mas também da imprudência e desatenção dos motoristas, principalmente
com o celular.
Além dos citados,
compuseram a mesa representantes da Acismo e CDL e os vereadores Carlos
Agostini e Franciele Giovanaz.
Moradores e
empresários se manifestaram na sequência sobre pontos de travessia na Avenida
Willy Barth, nos bairros São Sebastião, Andreatta, São Gotardo e Progresso para
o outro lado da via. Entre as manifestações estiveram o excesso de velocidade,
a falta de segurança dos retornos e até mesmo a revisão do fechamento de
retornos, a instalação de semáforos em cinco pontos da via – no Bairro São
Sebastião, no entroncamento com a Rua Mem de Sá, no entroncamento com a Rua
Sete de Setembro, no entroncamento com a Avenida Getúlio Vargas e na ligação
com a Rua Arno Schwambach –, e a construção de faixas elevadas para travessia
de pedestres.
Ao final da
audiência, o vereador Nini Scharnoski colocou em votação a sugestão de instalar
os cinco semáforos, que foi aprovada por unanimidade. Ele informou que da
audiência sairá um documento ao Ministério Público Federal para pedir agilidade
na cobrança do problema; e que a localização dos semáforos dependerá de estudo
técnico. Também colocou em votação o pedido para buscar meios legais para
implantar redutores de velocidade em acesso aos bairros e implantação de
passeios públicos, o que foi aprovado.
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