Melhorias na segurança e reinstalação de semáforos na Willy Barth são debatidos em audiência pública

Foto: Tiarajú Goldschmidt/Câmara de Vereadores

Foto: Tiarajú Goldschmidt/Câmara de Vereadores

10/12/2022 - 11h25

Os problemas de segurança na Avenida Willy Barth – via que atravessa São Miguel do Oeste, ligando estradas que vão ao litoral e ao Rio Grande do Sul com rodovias que vão até o Paraná e a Argentina – foram tema de audiência pública na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste na noite desta quinta-feira (8). Participantes, especialmente moradores e empresários, debateram assuntos como a má conservação da via, as dificuldades de travessia e a necessidade de reinstalação de semáforos.

O proponente da audiência pública, vereador Valnir Scharnoski (Nini – PL) lamentou a baixa adesão da população ao debate (cerca de 25 pessoas acompanharam a audiência na plateia). O vereador citou algumas entidades e órgãos que foram convidados – Dnit, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Urbanismo, Polícia Militar, OAB, Conselho das Entidades –, mas que não participaram. Na sequência delimitou o assunto da audiência, sobre a segurança da via.

O delegado regional de Polícia e presidente do Conselho Municipal de Trânsito de São Miguel do Oeste (Cotrasmo), Wesley de Almeida Andrade, defendeu a necessidade de revitalização da via, bem como de melhorias de sinalização, de controladores de velocidade e instalação de semáforos. Ele ressaltou, porém, que o Cotrasmo é um órgão consultivo, ou seja, tem limitações quanto à aplicação das decisões tomadas pelo colegiado. O delegado defendeu a instalação de no mínimo três semáforos, além de lombadas eletrônicas. Estas, disse, devem ser bem visíveis, pois têm finalidade educativa e de redução de velocidade.

O advogado do Município, Julio Bagetti, fez um histórico da Avenida Willy Barth, desde sua construção até ser incorporada à BR-163. Ele falou sobre a revitalização da rodovia, em que há um projeto em análise no Dnit, que tem a competência de execução da obra. Disse que o entrave é técnico, de engenharia, e que em razão da transição de governo, acredita que neste ano não acontece mais.

“De parte do Município, o que pode se fazer de forma mais urgente é colocar semáforos. No entroncamento com a Arno Schwambach, com a Getúlio Vargas e com a Mem de Sá. O empecilho jurídico que existia antes era a questão da multa por passar o sinal vermelho. Um semáforo normal, sem essa multa, mais uma questão de orientação, acredito que pode ser instalado”, afirmou. Bagetti informou que em cerca de 90 dias podem ser instalados os semáforos.

Bagetti disse que a Willy Barth é como um funil do Sul do Brasil em direção ao Mato Grosso. “Um contorno viário acredito que vai desviar esse fluxo que não vem para São Miguel, mas passa por aqui. O projeto [de contorno viário] existe, mas não está aprovado, então juridicamente ele ainda não vale”, acrescentou. O advogado afirmou que o prefeito Wilson Trevisan vem fazendo pressão constante em Florianópolis, no Dnit. Bagetti também falou dos problemas da conservação da rodovia, mas também da imprudência e desatenção dos motoristas, principalmente com o celular.

Além dos citados, compuseram a mesa representantes da Acismo e CDL e os vereadores Carlos Agostini e Franciele Giovanaz.

Moradores e empresários se manifestaram na sequência sobre pontos de travessia na Avenida Willy Barth, nos bairros São Sebastião, Andreatta, São Gotardo e Progresso para o outro lado da via. Entre as manifestações estiveram o excesso de velocidade, a falta de segurança dos retornos e até mesmo a revisão do fechamento de retornos, a instalação de semáforos em cinco pontos da via – no Bairro São Sebastião, no entroncamento com a Rua Mem de Sá, no entroncamento com a Rua Sete de Setembro, no entroncamento com a Avenida Getúlio Vargas e na ligação com a Rua Arno Schwambach –, e a construção de faixas elevadas para travessia de pedestres.

Ao final da audiência, o vereador Nini Scharnoski colocou em votação a sugestão de instalar os cinco semáforos, que foi aprovada por unanimidade. Ele informou que da audiência sairá um documento ao Ministério Público Federal para pedir agilidade na cobrança do problema; e que a localização dos semáforos dependerá de estudo técnico. Também colocou em votação o pedido para buscar meios legais para implantar redutores de velocidade em acesso aos bairros e implantação de passeios públicos, o que foi aprovado.

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  • Jornal Regional



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