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JR OPINIÃO: O BOM FINGIMENTO

29/11/2022 - 12h52

O BOM FINGIMENTO I 

A palavra fingir nos remete a algo errado. Verdade. Fingimento combina com falsidade. Uma das piores ervas daninhas do jardim da vida.  

Admito, porém, que em alguns casos é preciso admitir que se o objetivo é para o bem, é preciso ampla análise antes de julgar.  

Sou a favor da ética. E, igualmente, favorável ao gesto humanitário de confortar alguém que esteja passando por um mal momento. 

Não condeno, de maneira alguma, o médico que omite parcialmente o estado de saúde ao paciente cuja a debilidade é grave. Desde, é óbvio, se o que diz melhorará seu emotivo e isso poderá culminar numa eventual evolução clínica, numa recuperação mais rápida, enfim que o objetivo seja o melhor ao enfermo. A palavra tem força.  

Já aos familiares é outra história. Neste caso é claro que a lisura é a postura ideal. Mas mesmo assim há casos delicados.  

Dizer para um filho que seu pai não está bem, é complicado. Mas isso se multiplica em 1000 quando o caso é o inverso.  

Só neste caso, tendo como base apenas uma profissão, percebemos que a função do médico, por exemplo, vai além do clinicar, aconselhar, prescrever receitas e proceder cirurgias.    

O BOM FINGIMENTO II 

Há aquelas pessoas que todos sabem que não estão bem, independente do que for. No entanto, para que outras do seu convívio não padeçam com seu sofrimento, como, por exemplo, familiares, fingem estar saudáveis, seja física, emocional ou financeiramente, enfim o que for.  

E a minha admiração por essa gente ganha maior proporção pela maestria na ‘habilidade’ de algumas em ‘fingir que está tudo e sempre bem’. 

Nem que depois de uma conversa de meia-hora se tranquem no banheiro ou no quarto e fiquem, no mínimo, a metade do tempo chorando. Sem ninguém ver.  

A PROPÓSITO 

Dizem que as lágrimas mais doloridas escorrem quando se está só. Ninguém as enxergam, muito menos ouvem os soluços e, principalmente, imaginam que aquela pessoa tenha, pelo menos por breves instantes, cotidianamente, os olhos umedecidos pela dor da alma.    

E aqui faço referência a um dos meus ídolos da literatura brasileira, o magnifico Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”.  

E eu acrescento: o ‘poeta’ pode ser qualquer pessoa do nosso convívio.  

DO LEITOR I 

“Concordo totalmente sobre seus dois comentários do funk. E não só na gravidez e abortos. Também a violência, criminalidade, e apologia ao tráfico de drogas”.  ***Advogado e jornalista, Ageu Vieira.  

DO LEITOR II 

“Um dos melhores comentários que escreveu. Foi muito bem. O ‘FÚNQUE’ é uma porcaria mesmo”.  ***Advogado, locutor, apresentador, noticiarista, Luiz Cláudio Carpes.  

DO LEITOR III 

“Concordo com sua opinião sobre o funk. Também faço parte dos que não suportam este estilo musical”. ***Bacharel em Direito, Mara Regina Brunetto, de Florianópolis.  

DO LEITOR IV 

“Adorei suas dicas sobre ‘coisas desaconselháveis a fazer se acertar os números da Mega-Sena’”.  ***Advogada e contadora, Carla Assenheimer, de Meia-Praia.  

REPERCURSÃO E AMIGOS DE PROFISSÃO E CORAÇÃO 

Surpreendi-me sobre meus dois comentários expondo minha opinião sobre o que penso do funk. Nunca elogiarei essa grosseria.  

Mas o que mais me envaideceu foram as três manifestações que registrei acima. Dois exímios advogados e uma bacharel em Direito – minha irmã mais idosa. Além de irmã, é uma pessoa sensacional, a exemplo de minhas outras duas.   

Sobre o Ageu Vieira e o Luiz Cláudio tenho a dizer que, além de exercerem a nobre profissão com excelência, aprendi a admirá-los. Tê-los como amigos e leitores é, para mim, motivo de orgulho.  

Sou graduado em Jornalismo e, se nada sair do ‘anormal’, no próximo ano findo o curso de Direito. Não sei se exercerei ou não a distinta profissão. Caso seguir, se chegar a metade do que são, me sentirei mais do que realizado e qualificado.   

E POR FALAR EM AMIGOS 

Entre as amizades que pretendo cultivar com muito esmero por toda minha vida está a do jornalista, repórter, redator, apresentador, comentarista e narrador, Sérginho Wathier e sua esposa, a sempre gentil e detentora de invejável inteligência, a Neusa.  

EM TEMPO: Só me tornei colunista, função que comecei a exercer em outubro de 2000, ou seja: no final do século passado ou começo deste, por causa da Neusa.  

Foi ela que, no início de uma madrugada de sábado, ao adentrar no, então, Bepi Beer, hoje Rud’s Pub, ela comentou com o Sérgio: “Penso que o Roger seria um bom colunista”.  

Na mesma semana comecei a escrever. Foram 22 anos ininterruptos. Resolvi ‘aposentar-me’ em outubro do ano passado. 

Decidi retornar no começo do mês passado. E uma das principais razões é por que seria no site do JRTV.

CADÊ A CARLINHA? 

Acima, num dos toques DO LEITOR, mais precisamente o IV, está assinado pela advogada, contadora e, por vários mandatos, ativa participante da diretoria da Acismo, Carla Assenheimer.  

Não pelo que ela escreveu, mas, sim, de onde: Meia-Praia. Passa de um mês que decidiu residir por lá.  

A coluna está à disposição dela para se, eventualmente, quiser comentar o motivo da ‘mudança de domicílio’. E de forma tão discreta.   

QUEM SABE O QUE MATA MESMO É O PRECONCEITO 

Nesta quinta-feira acontece o Dia Mundial de Luta conta Aids. O coquetel controlou a doença, mas, na dúvida, preservativo. Sempre. 

UM DADO INTERESSANTE. Hoje a diabetes mata mais do que a aids. Sem contar que a qualidade de vida, com o passsar dos anos, do soropositivo geralmente é melhor do que quem padece de diabetes. 

CHAMO ATENÇÃO PARA UM DETALHE: Sou pré-diabético. Nunca escondi de ninguém e jamais fui vitima de qualquer preconceiro.  

Já quem é portador do vírus HIV sofre o preconceito velado. Não adianda dizer que não. É claro que a coisa dimininui significativamente.  

COMOVENTE 

Fiquei impressionado com a entrevista do empresário, empreendedor e visionário, Francisco Crestani, concedida ao jornalista, Sérgio Wathier, e exibida no JRTV, sobre o incêndio que ‘devorou’ o Supermercado Vipi, no centro. 

Abatido, ele iniciou a entrevista falando do “saldo positivo”, deixando-me boquiaberto, mas em seguida ponderou “que apesar da grande proporção do sinistro, absolutamente ninguém se feriu. Isso era o grande e principal saldo positivo”.  Isso é ser humanitário.  

E foi além: Disse que nenhum dos 53 funcionários será dispensado. Os que tiverem férias vencidas já estão de folga e outros foram remanejados ao Bonno Atacado e Varejo – empresa do mesmo grupo. Depois sairão outros de férias e assim sucessivamente.  

Pensou até nos fiéis clientes que agora com o cartão VIPI poderão efetuar as compras no Bonno, se assim optarem. 

E, para finalizar, afirmou, sem mencionar prazos, que, apesar da avassalante destruição, um novo Supermercado Vipi surgirá. Não é por acaso que o grande Chico Crestani é o que é e chegou no patamar que está.  

Lembrando que a família começou suas atividades em São Miguel, em 1984, quando adquiriu o, então, Supermercado Solto, na Avenida Getúlio Vargas, quase esquina com a Rua Santos Dumont.  

FALOU BONITO 

O Deputado Maurício destacou na Alesc o sucesso da Faismo. O sexto mais votado nesta eleição para deputado estadual, que fez votos em todas as cidades do Estado, enalteceu os organizadores.  

Isso é uma prova que sua maçante votação não lhe subiu à cabeça. Lembrou de nossa gente e assim seguirá nos próximos quatros anos.  

Digo mais: Pela sua postura política mereceria presidir a Assembleia Legislativa. Se isso não ocorrer, é certo que será convidado por Jorginho Melo para ser o líder do governo.   

E COMO DISSE O ILUSTRE (o cafajeste) 

Se a vida anda difícil pra você, imagina para os gatos que têm sete.  

HÁ DEZ ANOS 

Sexta passada, por volta das 14h30, um cidadão, proprietário de uma revenda de automóveis usados, com a sua ‘poderosa’ camionete, com ar de superioridade e com uma expressão de deboche, estacionou em uma vaga destinada exclusivamente a deficientes físicos.  

Ao sair do veículo simplesmente se deslocou a uma agência bancária, num estilo ‘não estou nem aí’. Pela sua ‘prepotência’ acho que ele deve pertencer ao ‘seleto grupo que se considera donos da cidade’. Quando, na verdade, não passam de um bando de bosta que a única coisa que têm é dinheiro. E nem tanto assim. 

Mas também tem a questão que virtudes como moralidade, dignidade e respeito vêm do berço.  

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  • Jornal Regional



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