RElatório da CPI dos Respiradores foi aprovada por unanimidade
A derrota do
governo Carlos Moisés (PSL) na aprovação unânime do relatório da CPI dos
Respiradores que sugere a abertura de mais um processo de impeachment é
daquelas cujo tamanho só conseguiremos medir com o desencadear de seus efeitos.
Pode ser lido como um indicativo do destino - fatal - de um governo que não
sabe fazer política ou como um gigantesco sinal de alerta. Depende do otimismo
dos envolvidos.
Na CPI dos Respiradores, o governo conseguiu errar do primeiro ao último dia. Não é modo de falar, é literal. A comissão foi aberta sem um integrante sequer que pudesse ser chamado de governista, constituindo desde a gênese um verdadeiro pelotão de fuzilamento. Na época, Paulinha (PDT) era líder de governo, mas ainda não havia sido tomado real conta da função. Por isso, não se obrigou e nem foi instada a tentar a presença na CPI - como agora lutou para estar na comissão do impeachment, mesmo sem sucesso.
Mesmo assim, o governo tinha com quem conversar na comissão. Alguns deles assistiram - meio atônitos, meio surpresos - a articulação palaciana pela apresentação de um parecer divergente ao do relator Ivan Naatz (PL) surgir exatamente na terça-feira, dia em que seria votado o relatório final.
Era tarde demais, inclusive por mérito de Naatz. O relator passou as duas semanas anteriores à votação articulando a aprovação unânime, aceitando apontamentos dos colegas de CPI - que até amenizaram o relatório, mas não tiraram dele a essência oposicionista. Quando o governo chegou, horas antes do início da reunião da CPI, não havia margem para piruetas. É preciso talento, experiência e muita capacidade de pressão para se fazer pirueta em política - três coisas que o governo Moisés não tem.
A aprovação unânime do relatório final da CPI dos Respiradores traz de volta o caso que é o emblema da crise política vivida pelo governo. São os R$ 33 milhões pagos pelos equipamentos nunca entregues que fragilizaram de vez Moisés junto à opinião pública e deram fôlego aos que sempre quiserem derrubá-lo. O jogo, no entanto, ainda está em andamento. Para sobreviver, o governo precisa tirar lições do episódio desta semana.
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