Bolsonaro tenta definir seu futuro na eleição de presidentes do Congresso

31/01/2021 - 11h01

O presidente Jair Bolsonaro manobra para que o Congresso eleja nessa segunda-feira líderes que lhe permitam governar sem temer um impeachment e ser reeleito em 2022. Mas, segundo analistas, corre o risco de virar "refém" de partidos do "centrão", que "cobram caro" por seu apoio.

Os presidentes da Câmara e do Senado, eleitos a cada dois anos, determinam a agenda de temas a votar e quais ficam no papel. O líder da Câmara dos Deputados decide, ainda, se admite pedidos de impeachment ou se os engaveta.

Mas os analistas lembram que os candidatos apoiados pelo presidente são do chamado "centrão", formado por partidos conservadores que tendem a ir atrás de quem mais lhe oferece cargos ou a liberação de emendas parlamentares para suas circunscrições. Muitos deles foram aliados da ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016) e quando ela se viu debilitada, não hesitaram em votar sua destituição.

"O centrão somente é fiel a qualquer governo se existem condições para isso, e as condições não estão colocadas. Você está em uma economia extremamente frágil, numa popularidade em queda" e em plena segunda onda da pandemia do coronavírus, explicou à AFP o cientista político Thiago Vidal, da consultoria Prospectiva. "O governo fica mais refém do centrão do que o contrário", acrescentou.

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