Ataques à Venezuela envolveram mais de 150 aeronaves e meses de vigilância sobre Maduro

Foto: Wikimedia Commons/ND Mais

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04/01/2026 - 11h11

As agências de inteligência dos EUA, como a CIA e a NSA, atuaram por meses para localizar Nicolás Maduro e compreender “onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, e quais eram seus animais de estimação” antes de realizarem os ataques à Venezuela na madrugada deste sábado (3).

 As informações foram compartilhadas pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, Daniel Caine. De acordo com o oficial, os militares aguardaram desde o início de dezembro pela ação, que resultou na captura do presidente venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores.

 

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"Às 22h46, horário do Leste, ontem à noite, o presidente tentou que as Forças Armadas dos Estados Unidos derrotassem com a missão. Ele nos disse — e apreciamos isso, senhor presidente, 'boa sorte e que Deus os acompanhe'. Essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta", disse o general.

Durante os ataques à Venezuela, foram utilizadas mais de 150 aeronaves que partiram de 20 bases militares, em terra e no mar. "Bombardeiros, caças, plataformas de inteligência, reconhecimento e vigilância e aeronaves de asas rotativas estavam no ar. Milhares e milhares de horas de experiência estavam em voo", disse o general, que denominou a intervenção como Operação Resolução Absoluta (Operation Absolute Resolve, em inglês).

 Rendição de Maduro e esposa

"Foi uma operação audaciosa que somente os Estados Unidos poderiam executar. Exigiu o máximo de precisão e integração dentro de nossa força conjunta", disse. Ele afirmou que “a missão foi planejada de forma meticulosa” por meses, com lições de décadas de operações realizadas pelas forças militares dos EUA.

 Como aconteceram os ataques à Venezuela

Segundo Caine, as forças especiais norte-americanas chegaram ao complexo onde Maduro estava alojado às 2h01, no horário da Venezuela. Ele informou que, ao chegarem à “área-alvo”, na região central de Caracas, as equipes de captura foram alvejadas. Elas “responderam com fogo em defesa legítima”.

 De acordo com ele, “Maduro e sua esposa, ambos indiciados, renderam-se e foram detidos pelo Departamento de Justiça, com o apoio das Forças Armadas dos Estados Unidos, com profissionalismo e precisão, sem qualquer perda de vidas americanas”. “Nossas forças organizadas na região em alto estado de prontidão”.

 Imagens divulgadas nas redes sociais registraram o momento em que as explosões atingiram Caracas, capital da Venezuela, durante a madrugada. Os vídeos mostram clarões no céu, barulhos intensos e tremores percebidos em diferentes regiões da cidade, o que provocou pânico entre moradores.

 


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  • Jornal Regional
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  • ND+



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