Foto: Internet/Reprodução
Os moradores de cidades de São Paulo e Mato
Grosso do Sul se assustaram com o registro de uma forte tempestade de areia no
início do mês de outubro. Além da passagem de tornados, meteorologista fala
sobre a possibilidade de formação de mais um fenômeno em Santa Catarina.
Conforme Piter Scheuer, o temporal é considerado raro,
principalmente no estado catarinense por conta da necessidade dos seus
principais “ingredientes”.
“Se o tempo estiver bem seco e vem uma frente de rajada bem forte,
é possível essa formação, principalmente antes da da chegada de um temporal.
Dessa forma, resultando em ventos fortes que formam a nuvem de poeira”, explica
o meteorologista.
Já sobre a possibilidade de ocorrer em Santa Catarina, Piter
Scheuer afirma que o fenômeno nunca aconteceu no Estado por conta das
características chuvosas.
“A ocorrência é bem rara porque não é uma região muito seca. O que
pode ocorrer, em junção com a baixa umidade do ar, é a formação de um
redemoinho de vento, mas de forma passageira. No momento, a chance de
ocorrência é praticamente nula, principalmente por conta da possibilidade de
chuva nos próximos dias”, complementa Piter Scheuer.
Além da grande massa de poeira que fez o sol sumir durante a
passagem, o fenômeno contou com rajadas de vento que chegaram a 75 km/h. Porém,
o meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Franco Villela,
disse para a Agência Brasil que houve o registro de até 100 km/h em alguns
pontos de São Paulo.
Além das fortes rajadas de vento, típicas da primavera, o período
seco e terrenos queimados auxiliaram para a formação do fenômeno registrado, na
última quinta-feira (14), em 10 cidades paulistas.
Ao Estadão, a meteorologista Estael Sias, da MetSul, disse que o
fenômeno é comum em países da Ásia, onde é conhecido como “haboob”.
Ele é causado por temporais de chuva com ventos fortes que, ao
entrarem em contato com o solo seco, encontram resquícios de queimada, poeira e
vegetação, os quais acabam criando um “rolo compressor” de sujeira que pode
chegar a até 10 quilômetros de altura.
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