Sem brilho, seleção só empata com a Australia

O atacante Rayan comemora o gol de empate do Brasil contra a Austrália (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

O atacante Rayan comemora o gol de empate do Brasil contra a Austrália (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

26/09/2026 - 10h51

O ciclo inteiro será do treinador italiano que teve o contrato precipitadamente renovado antes da última Copa. Não me impressiona o mau desempenho no empate contra a Austrália. Seria derrota, não fosse Rayan fazer um gol no lance derradeiro do jogo.

Enfrentar a Austrália é inexpressivo, imagine duas vezes seguidas. O terceiro adversário é a Índia. Ancelotti tentou de novo um quarteto ofensivo poderoso, a resposta foi insuficiente. Por razões que são apenas de Raphinha, ele não é na Seleção metade do jogador que é no Barcelona. Atualmente, com direito à braçadeira.

Sem um meia criativo de ligação e com Vini Jr não fazendo por merecer a titularidade, o Brasil esbarrou nos mesmos vícios apresentados na Copa do Mundo, onde fez má campanha. Mesmo escalando quatro atacantes, não conseguiu ser ofensivo e, em alguns momentos, chegou a ser dominado por uma seleção que no máximo ocupa a terceira prateleira do futebol mundial.

A missão do técnico, um dos melhores do mundo, é potencializar na Seleção jogadores decisivos nos clubes. Ancelotti tem quatro anos para descobrir no futebol brasileiro um jogador de meio-campo para a função de Odegaard na Noruega ou Pedri na Espanha.

Se conseguir, desfaz o quarteto ofensivo que esvazia o meio-campo. O tempo é longo, o recomeço não foi promissor, mas não me leva à desesperança. O mais importante não é como um trabalho começa e sim como termina.


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • JRTV com informações do GE
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