O atacante Rayan comemora o gol de empate do Brasil contra a Austrália (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
O ciclo inteiro será do treinador italiano que teve o
contrato precipitadamente renovado antes da última Copa. Não me impressiona o
mau desempenho no empate contra a Austrália. Seria derrota, não fosse Rayan
fazer um gol no lance derradeiro do jogo.
Enfrentar a Austrália é inexpressivo, imagine duas vezes
seguidas. O terceiro adversário é a Índia. Ancelotti tentou de novo um quarteto
ofensivo poderoso, a resposta foi insuficiente. Por razões que são apenas de
Raphinha, ele não é na Seleção metade do jogador que é no Barcelona.
Atualmente, com direito à braçadeira.
Sem um meia criativo de ligação e com Vini Jr não fazendo
por merecer a titularidade, o Brasil esbarrou nos mesmos vícios apresentados na
Copa do Mundo, onde fez má campanha. Mesmo escalando quatro atacantes, não conseguiu
ser ofensivo e, em alguns momentos, chegou a ser dominado por uma seleção que
no máximo ocupa a terceira prateleira do futebol mundial.
A missão do técnico, um dos melhores do mundo, é
potencializar na Seleção jogadores decisivos nos clubes. Ancelotti tem quatro
anos para descobrir no futebol brasileiro um jogador de meio-campo para a
função de Odegaard na Noruega ou Pedri na Espanha.
Se conseguir, desfaz o quarteto ofensivo que esvazia o
meio-campo. O tempo é longo, o recomeço não foi promissor, mas não me leva à
desesperança. O mais importante não é como um trabalho começa e sim como
termina.
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