A Lei Complementar nº 135, mais conhecida como Lei da Ficha
Limpa, completou 10 anos na última quinta-feira. A legislação é
considerada um avanço na elaboração, por mobilização popular, e em seu
conteúdo.
Ela impede a candidatura e até retira mandatos de pessoas condenadas por
decisão transitada em julgado ou por órgãos colegiados da Justiça, seja por
prática de crimes comuns, contra o erário público e até em disputas eleitorais.
A lei mudou a história do Brasil. “Ela simboliza a superação de um tempo
em que era socialmente aceita a apropriação privada do Estado e, sobretudo, a
naturalização do desvio do dinheiro público”, avalia o ministro Luís Roberto
Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também um dos onze
ministros Supremo Tribunal Federal (STF).
Barroso estará à frente das eleições municipais de 2020, que deverão ter a
data remarcada por decisão do Congresso Nacional por causa da pandemia de
covid-19. Em entrevista concedida à Agência Brasil, o ministro Barroso afirma
que a possibilidade de adiamento das eleições municipais é real.
“Eu penso que ao longo do mês de junho a Justiça Eleitoral e o Congresso
Nacional, numa interlocução construtiva, deverão bater o martelo acerca de
novas datas se sepultarmos que isso seja indispensável, embora seja propósito
dos ministros do TSE e dos presidentes da Câmara e do Senado não remarcar para
nenhuma data além deste ano”.
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