A Moderna, empresa
norte-americana de biotecnologia, anunciou nesta segunda-feira (30) que vai
pedir autorização às agências regulatórias da Europa e dos Estados Unidos para
o uso emergencial de sua vacina contra a covid-19, segundo divulgado pela
empresa.
As agências
regultórias em questão são a FDA (Food and Drug Administration) e EMA
(Agência Europeia de Medicamentos). A Moderna deve apresentar os resultados dos
testes da terceira e última fase do imunizante aos órgãos, que, segundo a
empresa divulgou na semana passada, demonstraram 94% de eficácia.
"Esta análise
primária positiva confirma a capacidade de nossa vacina de prevenir a covid-19
com 94,1% de eficácia e, mais importante, a capacidade de prevenir o
agravamento da doença. Acreditamos que nossa vacina fornecerá uma ferramenta
nova e poderosa que pode mudar o curso desta pandemia e ajudar a prevenir
doenças graves, hospitalizações e morte”, afirmou o CEO da Moderna, Stéphane
Bancel.
A Moderna é a
segunda empresa a solicitar ao FDA autorização para uso emergencial de uma
vacina contra o coronavírus; a primeira foi a Pfizer, realizada dez dias antes,
dia 20 de novembro.
A previsão é que a
vacinação, por meio do uso emergencial, seja realizada a partir de 7 de dezembro no Reino Unido e de 8 a 10 de dezembro nos Estados Unidos, segundo
divulgado no domingo (29) pelo jornal britânico Financial Times.
O uso emergencial é um mecanismo que permite que a
vacina seja aplicada antes da conclusão de todas as fases de testes dos estudos
clínicos. A Rússia e a China fizeram esse tipo de aprovação para vacinas
contra a covid-19. O recurso de uso emergencial foi usado na República
Democrática do Congo, em 2018, e na Guiné, em 2015, para combater o
ebola.
A participação do
Brasil no Covax (Fundo de Acesso Global à Vacina para covid-19) pode garantir
que o país tenha acesso a vacina da Moderna.
Considerado
inovador, o imunizante é feito a partir de RNA mensageiro. A molécula de RNA é
produzida em laboratório e aplicada no paciente. Essa molécula entra na célula
por diferentes mecanismos e a célula terá a informação necessária para produzir
uma das proteínas que compõem o vírus. Assim, o sistema imunológico identifica
essa proteína como um patógeno, um corpo estranho que precisa ser combatido, e inicia
uma resposta imunológica.
Diferentemente da
candidata à vacina da Pfizer, o imunizante da Moderna não passa por testes no
Brasil. Os testes da Moderna são realizados no Estados Unidos em 30 mil
voluntários. A pesquisa é apoiada pelo governo norte-americano, que financiou o
estudo com quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões).
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