Divulgação/TJSC
Com uma boa conversa, é possível resolver qualquer problema!
Essa é uma premissa que permeia a conduta de muitos e, também, é o objetivo das
audiências de conciliação que se desenvolvem nesta 17ª Semana Nacional da
Conciliação. As partes do processo se encontram para conversar sobre a
possibilidade de um acordo. Um profissional de mediação com treinamento
específico auxilia na negociação e, em caso positivo, o acordo é homologado e o
processo termina ali. Essa alternativa pode ser solicitada por qualquer das
partes que demonstrar a vontade de resolver o problema.
A 17ª edição da Semana Nacional da Conciliação concentra
processos com alta possibilidade de acordo, como cobranças, danos morais,
direito do consumidor, acidentes de trânsito e dívidas bancárias entre outros,
cujos trâmites poderiam levar anos para chegar à conclusão. Em Santa Catarina,
Celesc e Casan são parceiras para facilitar negociações até sexta-feira
(11/11), através dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania
(Cejusc).
“A ideia não é fazer uma das partes perder, mas sim agilizar
a negociação e restabelecer o diálogo entre os envolvidos. Assim, os dois lados
saem ganhando: quem recebe e quem se livra da dívida. Além de extinguir o
problema e a preocupação pendentes entre as partes”, afirma o juiz André
Alexandre Happke, do 1º Juizado Especial Cível de Chapecó, que também coordena
o Cejusc local e, nesta ocasião, o Cejusc estadual.
No Oeste, 13 comarcas aderiram à campanha. São 1.106
processos pautados para esta semana especial que poderão ser encerrados caso as
partes cheguem ao acordo. A comarca de Campo Erê agendou 24 audiências. Segundo a
juíza Paula Fabbris Pereira, oportunizar que as partes negociem já é uma
prática comum no dia a dia da equipe, que conta com servidores dedicados e que
buscam constante aperfeiçoamento.
“Por isso, sempre que possível, pautamos conciliações e
mediações, que são conduzidas habilmente pelas servidoras Adriane Walter de
Lima, Maristela Naue Gobatto e Carlise Ruviaro Rohde. Quando os desembargadores
Antônio Zoldan da Veiga e Silvio Dagoberto Orsatto propuseram a participação
nesta edição da Semana Nacional da Conciliação, a equipe prontamente se
predispôs a colaborar, por entender a importância de fomentar os métodos
consensuais de solução de conflitos. A comarca de Campo Erê vem para contribuir
com a divulgação, aos jurisdicionados, de métodos que conferem celeridade e
qualidade à solução de conflitos”, anotou a magistrada.
Em Chapecó, são 325 audiências. Aderiram o 1º e 2º
Juizados Especiais Cíveis, o Juizado Especial Criminal e da Violência
Doméstica, além do Cejusc. “É um esforço concentrado para que os envolvidos em
delitos de menor potencial ofensivo resolvam seus conflitos através da
conciliação ou da transação penal, o que significa evitar o risco de uma eventual
condenação criminal mediante a aceitação de propostas despenalizadoras
alternativas”, ressaltou o juiz Giuseppe Battistotti Bellani, do Juizado
Especial Criminal e da Violência Doméstica, sobre as 122 audiências
preliminares e de transação penal pautadas por sua unidade.
Na comarca de Concórdia, a 2ª Vara Cível agendou 11
processos para audiências especiais. A comarca de Cunha Porã contou com a parceria da
Prefeitura e da Câmara de Dirigentes Lojistas para pautar 132 processos,
reforçando o compromisso de oferecer serviços ágeis, tecnológicos e
comunicativos que colocam o cidadão no centro do trabalho realizado no fórum.
“É desejo da Justiça encontrar alternativa mais rápida e efetiva de ajudar na
resolução de problemas da comunidade. A audiência de conciliação traz a
oportunidade de terminar os processos de maneira rápida. Assim, diminuem os
conflitos e aumentam os recomeços, tão necessários em época de final de ano”,
pontua o juiz Rodrigo Francisco Cozer.
Outra comarca do Extremo Oeste que aderiu à campanha do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é Descanso. A magistrada Janaína Alexandre
Linsmeyer Berbigier conta que 100 processos foram selecionados para esta
semana. “Convidamos as partes a sentar e dialogar para a resolução do conflito.
É momento de celebrar a transferência do poder em decidir suas próprias causas
e trazer ao processo a melhor solução para os envolvidos. Todos ganham com
isso: as partes, a sociedade e o próprio Poder Judiciário”, comenta.
Os conciliadores/mediadores Edivane Silvia Piovesan, Izabel
Preis Welter e Maicon Jahnel, todos servidores do Poder Judiciário da comarca
de Itapiranga,
serão responsáveis pelas 43 audiências especiais que acontecem na semana. São
processos de competência do Juizado Especial Cível, Procedimento Comum Cível,
Família e Juizado Especial Criminal. “A participação na Semana Nacional da
Conciliação propiciará um atendimento ainda mais célere aos jurisdicionados,
oportunizando a solução dos conflitos a partir do diálogo entre os envolvidos e
ampliando a construção de acordos. Essa semana, organizada em todo o país,
constitui um importante multiplicador da solução pacífica dos conflitos”,
avalia o juiz Rodrigo Pereira Antunes.
A possibilidade de conciliar numa ação judicial é unânime
também na comarca de Maravilha. Por lá foram pautados 55 processos
para a Semana da Conciliação. Para o juiz Solon Bittencourt Depaoli, da 1ª Vara
da comarca, "a composição entre as partes é fundamental para a solução
mais célere em relação às questões postas em juízo. Por exemplo, em uma
cobrança de dívidas, será muito mais eficaz que o credor possa receber seus
recursos, ainda que de uma forma parcelada, do que aguardar longos anos para
fins de liquidação de penhoras ou busca de bens. E, para viabilizar
parcelamentos ou redução de débitos, somente com o ajuste entre as partes
através do acordo isso se torna possível".
Neste ano pós-pandemia foi retomada a realização de
audiências de conciliação em todos os processos do Juizado Especial Cível e
Criminal, além do Cejusc, na comarca de Palmitos. Conforme a juíza Mariana Cassol, “com
isso, o índice de acordos é elevado, o que resulta numa maior satisfação das
partes e em efetividade processual. Para a Semana da Conciliação é aguardada a
realização de 60 audiências, com envolvimento da maior parte dos servidores, o
que certamente irá gerar bons resultados para os jurisdicionados”.
Na comarca de Pinhalzinho estarão 111 processos em
audiências de conciliação. O juiz Caio Lemgruber Taborda, da Vara Única local,
diz que “trata-se de uma importante iniciativa do Poder Judiciário,
resolvendo-se a lide de forma mais célere e através de um procedimento guiado
pelas próprias partes, o que contribui para a satisfatividade e a pacificação
dos conflitos”.
Já em Ponte Serrada há 114 audiências designadas,
englobando processos dos Juizados Especiais Cível e Criminal, assim como
execuções fiscais. “Trata-se de iniciativa que privilegia a solução consensual
de conflitos, enaltece a participação e o protagonismo das partes envolvidas e
auxilia na adequada prestação jurisdicional, permitindo a solução da lide de
forma célere e eficaz. Além disso, contribui para a recuperação de recursos
pelos entes municipais e, por certo, o aperfeiçoamento dos serviços públicos prestados
à comunidade local”, considerou o juiz Rômulo Vinícius Finato.
Na comarca de São Lourenço do Oeste, os servidores Simone
Bavaresco Zarzeka, Fabiano Pedro Galli, Joslei Filipini Pagliosa e Michela
Daneluz da Silva atuarão como conciliadores nas 27 audiências agendadas que
serão realizadas pelas manhãs. Isso porque a pauta normal será mantida durante
a tarde. “Os atos serão realizados por videoconferência, sendo que o fórum
estará preparado para receber presencialmente as partes que tiverem qualquer dificuldade
de participar virtualmente. A expectativa é de que a semana seja exitosa e
contribua para a redução dos processos em trâmite no Juizado Especial Cível da
comarca lourenciana. Um resultado positivo que facilita o trabalho do
Judiciário, mas que também representa o bom trabalho que já vem sendo
desenvolvido pela equipe do Juizado Especial e Cejusc de São Lourenço do
Oeste”, destaca o juiz Lucas Chicoli Nunes Rosa.
Na comarca de São Miguel do Oeste, a opção pela adesão à
Semana de Conciliação foi com foco nas mediações familiares em trâmite na 1ª
Vara Cível, pela grande demanda, agilidade e maior probabilidade de
aproveitamento do procedimento. Para a ocasião, 34 audiências foram
selecionadas. “Atualmente, a comarca registra uma média de 80% de êxito nas
mediações familiares, o que agiliza muito o tempo de tramitação e o atendimento
aos reais interesses das partes. Dessa maneira antecipamos a pauta, que já
avançava para o mês de março de 2023, e com a expectativa de grande satisfação
entre os envolvidos”, ressalta o juiz da unidade, Raul Bertani de Campos.
O Juizado Especial Cível da comarca de Xanxerê espera
realizar 70 audiências de conciliação até sexta-feira. Algumas online e outras
presencialmente. Para a chefe de cartório, Jaqueline Bauer Krauspenhar, “a
conciliação é entendida como um método alternativo e eficaz na resolução de
litígios. Alternativo porque difere da resolução tradicional dada por um
magistrado, em que este decide quem venceu a demanda. Na conciliação, todos
ganham. E é eficaz porque alcança o objetivo, que é encerrar o conflito. Mas
para além da eficácia, a conciliação tem se mostrado, também, eficiente na
composição de litígios. Pois na eficiência estamos considerando, inclusive, o
alcance do objetivo, com economia de tempo e dinheiro, evitando-se, do mesmo
modo, maior desgaste emocional às partes”.
Mesmo após a programação da Semana Nacional da Conciliação, é
possível solicitar uma audiência conciliatória em qualquer fase de tramitação
do processo. Para isso, basta uma das partes comunicar o interessar em
negociar.
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