Com outra atuação desastrosa, Inter perde para o Fluminense

Foto: Ricardo Duarte/Inter

Foto: Ricardo Duarte/Inter

27/10/2025 - 03h11


A derrota para o Fluminense, por 1 a 0, na tarde de sábado, no Maracanã, agravou a crise vívida pelo Inter no Campeonato Brasileiro e ampliou a pressão sobre a direção colorada. O resultado manteve o momento em situação delicada na tabela e intensificou o clamor de torcedores e conselheiros por mudanças no departamento de futebol. De volta a Porto Alegre, uma delegação colorida, já na madrugada de domingo, foi recebida com protestos de torcedores no aeroporto Salgado Filho.

 

Nos bastidores, o ambiente é de cobrança. O presidente Alessandro Barcellos, que havia confirmado presença em um evento nesta segunda-feira para anunciar uma parceria voltada às categorias de base, não deve mais comparecer, sinal de que a pressão aumentou após as revés no Rio de Janeiro. Mesmo assim, não há, por agora, indicativos de mudanças imediatas. O vice de futebol José Olavo Bisol, o diretor técnico Andrés D'Alessandro e o executivo André Mazzuco seguem nos cargos e, em princípio, não pretendem pedir demissão.

 

Uma entrevista do técnico Ramón Díaz após o jogo também gerou um certo desconforto interno. O treinador informou que o grupo teve dificuldades anímicas e que a equipe declarou abatimento diante dos maus resultados. “O que precisamos é que uma equipe se acomode mentalmente e enxergue os erros que cometeu. Temos que trabalhar para voltar a vencer”, afirmou.

 

Conforme declarações do técnico, que tem uma parcela de culpa pelos maus resultados, reforçaram a percepção de que o problema colorido vai além das questões técnicas e físicas. A falta de confiança e a instabilidade emocional são determinantes para maiores atuações, especialmente fora de casa.

 

O Inter volta a campo no próximo domingo, contra o Atlético-MG, no Beira-Rio, em uma partida tratada como decisiva para a ocorrência no campeonato. A direção aposta na mobilização da torcida e em promoções de ingressos para tentar transformar o apoio das arquibancadas em combustível para o tempo, que precisa reencontrar o caminho das vitórias para aliviar a pressão dentro e fora do campo.

 


  • por
  • Jornal Regional
  • FONTE
  • Correio do Povo



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