O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nessa semana, a proposta que suspende a
obrigatoriedade de escolas e universidades cumprirem a quantidade mínima de
dias letivos em 2020 por conta da pandemia de covid-19.
O texto-base, editado pelo governo em abril deste ano, sofreu algumas
alterações durante a sessão e deve passar por análise posteriormente. A medida
determina que os estabelecimentos de educação infantil serão dispensados de
cumprir os 200 dias do ano letivo e a carga mínima de 800 horas.
Já as escolas de ensino fundamental e médio terão de cumprir essa mesma
carga horária, embora não precisem seguir o número mínimo 200 dias. O projeto
de lei de conversão permite que o conteúdo deste ano seja aplicado no próximo
ano, aglutinando duas séries ou anos escolares.
Para o retorno às aulas presenciais, o texto prevê ainda a colaboração de
setores como saúde e assistência social e a União deverá prestar assistência
técnica e financeira a estados e municípios.
Estudantes nos grupos de risco deverão ter garantido o atendimento
educacional adequado nesse período, adotando regime domiciliar ou hospitalar,
conforme o caso. Para alunos das redes públicas, deve ser garantida ainda a
continuidade de programas de apoio, como os de alimentação e de assistência à
saúde.
A proposta ainda versa sobre ensino superior, atividades pedagógicas não
presenciais e repasses para a educação. O Conselho Nacional de Educação (CNE)
deverá editar diretrizes nacionais para implantar a regra, segundo a Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) e sem prejuízo da qualidade do ensino e da
aprendizagem.
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